Amazônia, na trilha da floresta

2012

Direção musical e arranjos Mario Adnet
Coordenação geral e direção de produção Mariza Adnet
Assistentes de direção musical Antonia e Joana Adnet
Regência de cordas Claudio Cruz
Revisão e digitalização de partituras Everson Moraes e Joana Adnet
Produção executiva AP Núñez Núñez Gestão Cultural
Assistente de produção SP Diogo Caldeira

Gravado nos estúdios Visom (RJ) e Na cena (SP)
Engenheiros de gravação Fabio Guimarães (RJ) e Rodrigo Funai Costa (SP)
Edição digital Gustavo Krebs
Mixado por Duda Mello no estúdio Rockit! (RJ)
Masterizado por Carlos Freitas no estúdio Classic Master

Fotografia da capa Alexandre Sant’Anna
Fotografia em estúdio Marcio Isensee e Dani Gurgel
Fotografias da Amazônia (booklet) Araquem Alcântara
Fotografia Mario Adnet contra capa Nelson Faria
Texto Elizabeth Carneiro
Assessoria juridica Maria Luiza Fernandes Advogados
Assessoria de imprensa Curinga (Belinha Almendra)

Projeto gráfico Pós imagem design
Direção de criação Rafael Ayres

Agradecimentos Luis Paulo e Carol, Carlos Augusto, Solange e Denise; Alessandro Santoro, Fernando Brant, Dori Caymmi, Jobim Music, Everson Moraes, Denise Chaer.

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Uma Amazônia Brasileira e Contemporânea

A Amazônia, como a natureza, ou a história da vida e do planeta, não são domínios que se apresentam espontânea ou passivamente à curiosidade do saber. Eldorado, paraíso tropical ou selva equatorial, inferno verde ou maravilha da natureza, Amazônia é um território de signos, um conjunto de caminhos, um repertório de orquestrações históricas do sentido, na forma de representações muito humanas, muito simbólicas e sonoras, que se organizam e entrelaçam espaços e temporalidades distintas.

Um lugar, por excelência, da natureza e da experiência humana. Recôndito possível do exercício da imaginação, onde ressoam murmúrios persistentes de muitas ordens construídas sobre o caos e a desordem. Lugar onde habitam representações superpostas, geralmente atreladas a conteúdos próximos, que encharcam, em suas corredeiras, um fluxo contínuo (inesgotável?) de imagens, apropriações e (des)semelhanças.

Esta é mais uma Amazônia brasileira reconstruída que se apresenta e convida à visitação. Aqui, reaparecem as amazonas, o saci, lobisomem, o boto, sereias, a mãe-d’água, ou tambatajá, o caapora, entre índios, caboclos, em suma, reunidos os povos da floresta em algumas temporalidades. Povos que se misturam aos peixes, aos pássaros - uirapuru, inhambu, papagaio jandaia, urubu, urutau, jacu, gavião, entre outros seres, jaguaretê (yauarete), tatus-bolas, capivaras, antas, lagartos, gaviões, aos sapos e rãs, que convivem no rio-mar imenso que também é continente e sertão.

Aqui, Mario Adnet reúne algumas dessas múltiplas partículas identitárias em suspensão e as redistribui finalmente num quadro de signos, oferecendo-nos outra imagem das coisas. Coisas que reaparecem e ganham novos sentidos nos re-arranjos e interpretações que materializam em forma de música a singularidade de novas percepções e sensibilidades muito contemporâneas e brasileiras.

Maria Elizabeth R. Carneiro