+ Jobim Jazz

2011

Adnet Mvsica

  1. Takatangá (Antonio Carlos Jobim)

    Takatangá

    (Antonio Carlos Jobim)

    Ficha técnica

    Sax alto Zé Canuto
    Sax tenor Marcelo Martins
    Sax barítono Henrique Band
    Trompa Philip Doyle
    Trompete Jessé Sadoc
    Trombone Everson Moraes
    Violão Mario Adnet
    Piano Marcos Nimrichter
    Baixo acústico Jorge Helder
    Bateria Jurim Moreira
    Perscussão Armando Marçal

  2. Mojave (Antonio Carlos Jobim)

    Mojave

    (Antonio Carlos Jobim)

    Ficha técnica

    Clarinete Joana Adnet
    Sax tenor Marcelo Martins
    Flugelhorn e trompete Jésse Sadoc
    Trombone Everson Moraes
    Violão Mario Adnet
    Guitarra Ricardo Silveira
    Piano Marcos Nimrichter
    Baixo acústico Jorge Helder
    Bateria Jurim Moreira
    Percussão Armando Marçal

  3. Boto (Antonio Carlos Jobim / Jararaca)

    Boto

    (Antonio Carlos Jobim / Jararaca)

    Ficha técnica

    Sax alto Zé Canuto
    Sax tenor Marcelo Martins
    Sax barítono Henrique Band
    trompa Philip Doyle
    trompete Jésse Sadoc
    Trombone Everson Moraes
    Violão Mario Adnet
    Acordeon Marcos Nimrichter
    Baixo acústico Jorge Helder
    Bateria Jurim Moreira
    percussão Armando Marçal

  4. Bonita (Antonio Carlos Jobin / Ray Gilbert)

    Bonita

    (Antonio Carlos Jobin / Ray Gilbert)

    Ficha técnica

    Flauta em sol Zé Canuto
    Sax alto Zé Canuto
    Sax tenor Marcelo Martins
    Sax barítono Henrique Band
    Violão Mario Adnet
    Guitarra Ricardo Silveira
    Piano Marcos Nimrichter
    Baixo acústico Jorge Helder
    Bateria Rafael Barata

  5. Antigua (Antonio Carlos Jobim)

    Antigua

    (Antonio Carlos Jobim)

    Ficha técnica

    Sax alto Zé Canuto
    Sax tenor Marcelo Martins
    Trompa Philip Doyle
    Trompete Jessé Sadoc
    Trombone Everson Moraes
    Violão Mario Adnet
    Guitarra Ricardo Silveira
    Piano Marcos Nimrichter
    Baixo acústico Jorge Helder
    Bateria Rafael Barata

  6. O homem (Antonio Carlos Jobim)

    O homem

    (Antonio Carlos Jobim)

    Ficha técnica

    Flauta Andrea Ernest Dia
    Sax barítono Henrique Band
    trompa Philip Doyle
    Trompete Jésse Sadoc
    Trombones Vittor Santos e Everson Moraes
    Violão Mario Adnet
    Piano Marcos Nimrichter
    Baixo acústico Jorge Helder
    Bateria Jurim Moreira
    Percussão Armando Marçal

  7. Ai quem me dera (Antonio Carlos Jobim / Marino Pinto)

    Ai quem me dera

    (Antonio Carlos Jobim / Marino Pinto)

    Ficha técnica

    Flugelhorn Jésse Sadoc
    Sax barítono Henrique Band
    Violão Antonia Adnet
    Guitarra Ricardo Silveira
    Acordeon e piano Marcos Nimrichter

  8. O barbinha branca (Antonio Carlos Jobim / Marino Pinto)

    O barbinha branca

    (Antonio Carlos Jobim / Marino Pinto)

    Ficha técnica

    Flauta Andrea Ernest Dias
    Clarinete Joana Adnet
    Sax tenor Marcelo Martins
    Trombone Everson Moraes
    Violão Antonia Adnet
    Guitarra Ricardo Silveira
    Acordeon Marcos Nimrichter
    Baixo acústico Jorge Helder
    Bateria Rafael Barata

  9. Samba de Maria Luiza (Antonio Carlos Jobim)

    Samba de Maria Luiza

    (Antonio Carlos Jobim)

    Ficha técnica

    Clarinete Joana Adnet
    Sax alto Zé Canuto
    Sax tenor Marcelo Martins
    Sax barítono Henrique Band
    Trompete Aquiles Moraes
    Trombone Vittor Santos
    Violão Antonia Adnet
    Piano Marcos Nimrichter
    Baixo acústico Jorge Helder
    Bateria Rafael Barata

  10. Wave (Antonio Carlos Jobim)

    Wave

    (Antonio Carlos Jobim)

    Ficha técnica

    Flauta Andrea Ernest Dias
    Clarinete Joana Adnet
    Sax alto Zé Canuto
    Sax tenor Marcelo Martins
    Trompa Philip Doyle
    Flugelhorn Aquiles Moraes
    Trombones Vittor Santos e Everson Moraes
    Violão Mario Adnet

  11. Marina Del Rey (Antonio Carlos Jobim)

    Marina Del Rey

    (Antonio Carlos Jobim)

    Ficha técnica

    Flauta Andrea Ernest Dias
    Clarinete Joana Adnet
    Sax alto Zé Canuto
    Sax tenor Marcelo Martins
    Trompa Philip Doyle
    Flugelhorn Aquiles Moraes
    Trombones Vittor Santos e Everson Moraes
    Violão Mario Adnet

  12. Samba do avião (Antonio Carlos Jobim)

    Samba do avião

    (Antonio Carlos Jobim)

    Ficha técnica

    Flauta Andrea Ernest Dias
    Clarinete Joana Adnet
    Sax tenor Marcelo Martins
    Sax barítono Henrique Band
    Trompa Philip Doyle
    Flugelhorn Aquiles Moraes
    Trombones Vittor Santos e Everson Moraes
    Violão Mario Adnet
    Piano Marcos Nimrichter
    Baixo acústico Jorge Helder
    Bateria Rafael Barata

Ficha técnica

Arranjo e Direção Musical Mario Adnet
Assistente (Arranjos e Direção Musical) Joana Adnet
Produção Musical Mario, Joana, e Antonia Adnet
Assistente de produção Izabel Andrande Ramos
Corrdenação Geral Mariza Adnet

Gravado no estúdios Mega e Rockit! Studio nos dias 09, 10, 11, 14,15, 16,17, 22 e mixado nos dias 23, 24, 25, 28 de fevereiro e 1, 2, 3, de março no Rockit! Studio, Rio de Janeiro

Engenheiro de gravação e Mixagem Duda Mello
Assistentes Leonardo Ribeiro e Guthenberg Pereira
Edição digital Henrique Vilhena
Masterização Classic Master
Engenheiro de Masterização Carlos Freitas
Assistente Lilla Stipp

Projeto gráfico Pós Imagem Design
Direção de criação Rafael Ayres
Designer Daniel Escudeiro capa do “Jardim Botânico eu vejo azul”
Tela de Guilherme Secchin
Fotografia Nelson Faria
Fotos Mario e Tom Márcia Kranz
Fotos Músicos Arquivo pessoal

Agradecimentos Marcos Caramuru, Arminio e Lucyna Fraga, Instituto Antonio Carlos Jobim, Jobim Music, Olivia e Kati (Biscoito Fino), Richard Zirinsky, Mike Marshall e Bob Coroon (Adventure Music), Cristina Pereira, Lucca Bianchi, Guilhereme Reis (in memoriam).

Apoio Cultural
Hospital Pró-Cardíaco
Socialcred

Pouco depois do lançamento de Jobim Jazz, em 2007, o violonista, arranjador e produtor Mario Adnet decidiu partir para um segundo volume do mesmo tema: arranjos jazzísticos de canções de Antonio Carlos Jobim, buscando fugir de uma seleção óbvia de repertório, a partir de intensa pesquisa na riquíssima obra do compositor. O resultado é + Jobim Jazz (Biscoito Fino), uma seleção de 13 temas que cobrem 39 anos da carreira do genial Tom, de O Barbinha Branca – gravada em 1955 no primeiro LP do amigo e parceiro Luiz Bonfá -, a Samba da Maria Luiza – de 1994, de Antonio Brasileiro, o último disco gravado por Jobim.

O lançamento nacional de + Jobim Jazz acontecerá em São Paulo em uma única apresentação no domingo, 26 de junho, às 19 horas, no Auditório Ibirapuera.

Símbolo sonoro do jazz, os metais tem papel fundamental nessa visão da obra de Jobim por Adnet. Um grupo de grandes músicos leva o disco para o palco: Marcos Nimrichter (piano e acordeom), Jorge Helder (baixo), Ricardo Silveira (guitarra), Rafael Barata (bateria), Joana Adnet (clarinete), Zé Canuto (sax alto), Marcelo Martins (sax tenor), Henrique Band (sax barítono), Jessé Sadoc (trompete), Everson Moraes (trombone), Philip Doyle (trompa) e Mario Adnet (violão, arranjos e direção musical).

Como no primeiro Jobim Jazz há uma amostragem dos diversos gêneros musicais visitados pelo compositor e uma mescla de alguns de seus clássicos com um número maior de canções menos conhecidas, sempre escolhidas em função das possibilidades de arranjo. “A obra de Tom Jobim é irretocável”, diz Adnet, “suas escolhas de notas, (harmonia e melodia) sempre foram perfeitas. Então a minha escolha se baseou nas cores e nas formas, mantendo a essência de sua criação.”

O show terá todas as músicas do CD: Takatanga (do álbum Tide, 1970), Mojave (do álbum Wave, 1967), Boto (assinada por Tom Jobim e Jararaca, gravada em Urubu, 1975), Bonita (da dupla Tom e Vinicius de Moraes, no disco The Wonderful World of Antonio Carlos Jobim, 1964), Antigua (de Wave), O homem (do disco Brasília Sinfonia da Alvorada, 1960), Ai quem me dera (parceria de Jobim com Marino Pinto, gravada para o disco Edu & Tom, 1981), O Barbinha Branca (do LP Luiz Bonfá, 1955), Samba da Maria Luiza (do álbum Antonio Brasileiro, 1994), Wave (do disco homônimo), Marina Del Rey (do álbum Terra Brasilis, 1980), Deus e o diabo na terra do sol (do álbum Stone Flower, 1970), Samba do avião (de The Wonderful World of Antonio Carlos Jobim).

Mario Adnet incluirá ainda no espetáculo algumas canções do volume 1 de Jobim Jazz: “com certeza entrarão Polo Pony (da trilha do único filme musicado por Jobim no exterior, The Adventurers, de 1970), Rancho nas nuvens (composta para o disco Matita Perê, de 73) e o pouco conhecido samba Domingo sincopado (parceria com Luiz Bonfá, de 56)”.

É Mario Adnet quem aponta a principal distinção entre os dois trabalhos: “Nesse novo Jobim Jazz decidi por arranjos mais abertos, pra fora, mantendo elegância, mas sem timidez. Depois de ter feito o AfroSambaJazz e as “coisas” do Moacir Santos, que são cheias de África, com muito ritmo, não só na percussão, mas também nas melodias, linhas de baixo, etc, achei que seria interessante usar esses elementos, além do colorido dos sopros, para fazê-lo diferente do primeiro disco. Então músicas que eram mais delicadas, com tonalidades de aquarela, ganharam mais peso, cores mais fortes.”

Algumas curiosidades merecem destaque: a sequência harmônica e melódica de O Barbinha Branca, de 1955, é citada explicitamente por João Gilberto em uma de suas raras composições, Um abraço no Bonfá, lançada no LP O Amor, o Sorriso e a Flor, de 1960, integralmente arranjado por Tom Jobim. Essa canção lembra ainda o estilo do grande violonista Garoto (Aníbal Augusto Sardinha), falecido no mesmo 55, com quem Bonfá tocava há anos na Rádio Nacional. No arranjo de O boto, de Tom e Jararaca (na verdade, Tom Jobim fez uma citação da canção Do Pilar, de Jararaca, e ao solicitar permissão ao compositor, foi surpreendido pela exigência de parceria…) ganhou tonalidades jazzisticas não só pelo naipe de sopros, mas pelos improvisos de sax tenor e acordeom, num clima de forró-jazz.

+ Jobim Jazz é dedicado a Tom Jobim, Moacir Santos e, nas palavras de Mario Adnet, “também a todos os músicos – incluindo os que tocaram aqui – que tornaram a música brasileira essa coisa tão especial. Alguns deles fazem parte da alma deste trabalho: Radamés Gnattali, Luiz Bonfá, João Donato, Luiz Eça, Baden Powell, Eumir Deodato e Dori Caymmi.”

O disco tem arranjos e direção musical de Mario Adnet; produção musical de Mario, Joana e Antonia Adnet. O projeto teve coordenação geral de Mariza Adnet.

+ JOBIM JAZZ, por Mario Adnet

Sempre tive vontade de fazer esse segundo volume, não só porque o assunto é bom, mas também pensando em aumentar o repertório dos shows que temos realizado desde o lançamento do primeiro, em 2007.

Comecei então uma nova pesquisa no Cancioneiro Jobim e no completíssimo website do Instituto Antonio Carlos Jobim, até encontrar as músicas que se encaixariam no perfil em que venho trabalhando há mais de dez anos, desde que me debrucei sobre a obra de Moacir Santos.

Moacir nos contava várias histórias de sua vida musical, muitas vezes sem precisão de datas ou nomes, devido à saúde delicada. Uma delas em especial me deixou curioso. Foi nos anos 50, quando ele já era maestro da Rádio Nacional e fazia extras transcrevendo arranjos de discos de jazz que eram trazidos dos Estados Unidos. Num desses trabalhos, Moacir se deparou com gravações do compositor e saxofonista Gerry Mulligan e ficou encantado com seu som de sax barítono, diferente de tudo que havia conhecido. Dizia que a partir daí achou o som que estava procurando. Me lembro de perguntar a ele, diversas vezes, que discos e arranjos eram esses, pois só encontrava discos de Gerry Mulligan com formações pequenas, de quartetos ou quintetos, e esses, pra mim, não poderiam ser os tais arranjos de que ele falava.

Soube da morte de Moacir no estúdio, no primeiro dia de gravações do Jobim Jazz. Esse assunto ficou de lado e o mistério também, até o dia em que terminamos a mixagem e liguei para o Paulo Jobim para marcarmos uma audição. Para minha surpresa, ele se levantou na terceira ou quarta música e disse: “Esse seu disco parece com o primeiro que aprendi a botar na vitrola, quando eu tinha uns quatro anos de idade, e que ‘furou’ de tanto tocar.” Pensei comigo, fazendo as contas, isso dava 1954. Paulo abriu uma gaveta cheia de CDs e pinçou o disco que, para minha surpresa, era do Gerry Mulligan: Tentet & Quartet, de 1953.

Era o elo perdido das conversas com Moacir e a descoberta de como aquele mesmo som tinha encantado Tom Jobim. Não é à toa que existe uma reportagem de TV americana, sobre o estouro da bossa nova nos Estados Unidos, em que Jobim aparece ensinando a Gerry Mulligan o Samba de uma nota só. E que, provavelmente, Moacir, inspirado pelo Tentet (conjunto formado por baixo, bateria e oito sopros, entre palhetas e metais, incluindo uma trompa), usou uma formação semelhante para gravar o antológico Coisas. Eu e Zé Nogueira nos baseamos na formação do Coisas para gravar o Ouro Negro. Há pouco tempo encontrei o Tentet & Quartet na estante de João Donato, que confirmou que “toda a rapaziada da época ouvia esse disco até furar”.