Moacir Santos - Choros & Alegria

2005

direção e produção musical Mario Adnet e Zé Nogueira
produção executiva e coordenação do projeto Mariza Adnet (PimPim)
assistentes de produção Luciana Palhares, Joana Adnet, Antonia Adnet e Inês Adnet
gravado e mixado nos Estúdios AR, Rio de Janeiro, em abril e maio de 2005
engenheiro de gravação e mixagem Duda Mello
assistentes Leonardo Moreira e Igor Ferreira
gravação adicional nos Estúdios Mega, São Paulo
produção executiva (SP) Ruby Nuñez
masterização Carlos Freitas (Classic Master), São Paulo
projeto gráfico Eduardo Varela
fotografia Guto Costa
digitalização das partituras Mario Adnet, Alexandre Loureiro, Marcelo Martins e Antonia Adnet
assessoria jurídica Denise Costa

agradecimentos Cleonice Santos, Kati Almeida Braga e Olivia Hime, Richard Zirinsky (Adventure Music), Ned Hearn, Wynton Marsalis, Genevieve Stewart, Thomas Evered (Blue Note), Jacinto Amaral, Eliane Costa, Claudio Jorge, Helio Hasselman, Guto Costa, Rique Pantoja, Eleonora e Cyro Batista
agradecimento especial a João Mario Linhares

‹ Voltar para discografia

Compre aqui o CD

Talento inigualável como compositor, arranjador e músico que desde a juventude tocava qualquer instrumento, o pernambucano e universal Moacir Santos completará 80 anos em 26 de julho de 2006. Às vésperas de seu cinquentenário, em dezembro próximo, a Sala Cecília Meireles recebe este que é um dos maiores talentos da música popular brasileira, um artista que encanta, surpreende e é admirado pelos principais músicos do mundo.

Em dois espetáculos nos dias 16 e 17 de outubro, quarta e quinta-feira, a partir das 20 horas, a Banda Ouro Negro, tendo à frente os músicos e produtores Mario Adnet (violão) e Zé Nogueira (sax soprano), apresentará pela primeira vez no Rio de Janeiro as músicas do recém-lançado (e elogiadíssimo) CD Choros & Alegria (Adnet Mvsica/Zenog/Biscoito Fino), além de canções do já clássico Ouro Negro, CD duplo de 2001.

O maestro Moacir Santos veio de Los Angeles, onde mora há 38 anos, exclusivamente para os lançamentos no Brasil desse disco e dos Cancioneiros Moacir Santos, os três livros concebidos por Mario Adnet e Zé Nogueira, distribuídos pela Jobim Music, que contêm praticamente toda a sua obra.

A Banda Ouro Negro é formada por: Mario Adnet (violão), Marcos Nimrichter (piano e acordeon), Jorge Helder (baixo), Jurim Moreira (bateria), Zé Nogueira (sax soprano), Vittor Santos (trombone), Marcelo Martins (sax tenor), Jessé Sadock (trompete), Teco Cardoso (sax barítono), Andréa Ernest Dias (flautas), Phillippe Doyle (trompa), Nailor Proveta (sax alto), Marçal (percussão), Ricardo Silveira (guitarra), Antonio Henrique (trombone baixo). A cantora Muiza Adnet faz uma participação especial.

No programa do espetáculo, apenas canções assinadas por Moacir Santos: Agora eu sei, Anon, Paraíso, De Bahia ao Ceará, Cleonix, Saudade de Jacques, Quermesse, Outra coisa, Kamba, Vaidoso, Flores, Excerto, Lemurianos, Samba di amante (com Moacir Santos), Carrossel (com Moacir Santos), Rota infinito, Felipe e Coisa nº 6.

CHOROS & ALEGRIA

Fossem os choros - as valsas, as marchas, os boleros - de Moacir Santos conhecidos assim que ele os começou a compor, lá pelos anos 40, talvez a história da música brasileira fosse muito diferente.

O Moacir compositor que a música brasileira conhece e o mundo aprendeu a admirar é o Moacir moderno. É o Moacir das "Coisas", das trilhas sonoras, das harmonias sempre surpreendentes, do impressionante convívio entre a ancestralidade da música africana e a modernidade da música brasileira e do jazz. Mas antes disso tudo Moacir já era compositor e Choros & Alegria é um documento dessa primeira fase de sua obra.

“Os choros serão apresentados reforçando esse lado moderno do Moacir, com baixo e bateria, da maneira que Radamés fazia, não propriamente do modo tradicional”, diz Zé Nogueira.

Adnet é responsável por algumas "reorquestrações" e orquestrações das inéditas composições de Moacir, baseadas nas idéias e nos arranjos originais do maestro, adaptando os arranjos às formações que as músicas teriam no disco.

Os Choros, quase todos compostos na década de 40, são: Cleonix – uma homenagem à esposa Cleonice –, De Bahia ao Ceará – composta aos 16 anos –, Vaidoso, Saudade de Jacques – uma homenagem ao grande amigo Jackson do Pandeiro –, Ricaom – Moacir ao contrário – , Flores – dedicada à sua cidade natal – e Excerto nº 1 – o único composto nos anos 80.

A parte Alegria do CD traz Lemurianos, Samba di amante", Paraíso, Carrossel, Outra coisa, Agora eu sei e Rota infinito. Esta última teve a participação nas gravações de um dos maiores trompetistas do jazz contemporâneo, Wynton Marsalis. Acompanhado pelos músicos brasileiros que gravaram o disco, Marsalis que além de grande músico é professor e verdadeira enciclopédia viva do jazz, comparou Moacir a Thelonius Monk, a Beethoven, pela inventividade, a Duke Ellington pela clareza orquestral. E disse que, como poucos, o compositor e maestro brasileiro sabe misturar a música européia com suas raízes africanas e com a liberdade do jazz.