Para Gershwin & Jobim

1999

Indie Records (1999) / Biscoito Fino (2004)

Concepção e Arranjos Mario Adnet
Produção NYC Maucha Adnet
Produção RJ Mariza Adnet
Produção de estúdio Chico Adnet e Maucha Adnet
Gravado e mixado NYC Tom Swift (East Side Sound Studio)
Gravações Adicionais RJ Ronaldo Lima e Marcio Gama (Estúdios Mega) em 18, 23, 24, 27, 28 e 29 de outubro de 1999

Nova edição
Edição Gabriel Pinheiro nos Estúdio Sarapuí (Biscoito Fino) em Novembro de 2004
Mixagem Eduardo Mello (Duda) no AR Studio em 1994
Masterização Luíz Tomaghi (Visom)
Projeto gráfico Eduardo Varela

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Desde pequeno ouço e admiro a música de Antonio Carlos Jobim. Através dela e dos Chopins e Debussys do piano de minha mãe, descobri o universo erudito, os grandes compositores, principalmente os que o influenciaram - e aí se inclui, naturalmente, George Gershwin. Com o tempo fui descobrindo as semelhanças entre os dois, como, por exemplo, o fato de que cada um, à sua época e, guardadas as devidas proporções, revolucionou a música popular de seu país e atravessou fronteiras, não apenas territoriais, mas também musicais, traduzindo como poucos a linguagem erudita para o popular, misturando a beleza melódica e harmônica dos clássicos à riqueza rítmica da música negra. Colocando-se tudo isso num caldeirão, com pitadas de ‘Porgy and Bess’ e ‘Orfeu da Conceição’, temos uma receita que alimenta, até hoje, uma infinidade de músicos, inclusive eu. Inspirado por esse clima decidi fazer este CD, promovendo um encontro entre músicos brasileiros e americanos, misturando Gershwin e Jobim ao meu próprio repertório, já repleto de citações aos dois. Dos irmãos Gershwin escolhi I Got Rhythm e Love is Here to Stay. A primeira, pela possibilidade rítmica de transformar-se em um samba quebrado e cheio de suingue e a segunda, por ser a última canção escrita por George com versos póstumos de Ira, numa declaração de amor ao irmão. De Tom, Desafinado, parceria com Newton Mendonça, um clássico eternamente contemporâneo e primeiro grande sucesso de Jobim nos Estados Unidos, através da gravação de Stan Getz e Charlie Byrd. Como um brinde ao reconhecimento de nossa Música lá fora, um novo arranjo para Tico Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu, um dos maiores sucessos brasileiros de todos os tempos e o primeiro a romper fronteiras internacionais.

Mario Adnet