Um olhar sobre Villa Lobos

2012

Adnet MVsica


 

 Ficha Técnica

Concepção, direção musical, arranjos e orquestrações – Mario Adnet
Coordenação geral, elaboração e administração – Mariza Adnet
Assistentes de direção musical – Joana Adnet e Antonia Adnet
Revisão e digitalização de partituras – Joana Adnet, Everson Moraes e Antonia Adnet
Produção executiva (SP) – Núñez Núñez Gestão Cultural
Assistentes de produção – Diogo Caldeira (SP) e Inês Adnet (RJ)
Gravado nos estúdios Biscoito Fino (RJ) e Na Cena (SP) entre agosto e setembro de 2012
Engenheiros de gravação – Gabriel Pinheiro (RJ) e Rodrigo Funai Costa (SP)
Gravações adicionais – Duda Mello e Rodrigo Campello
Assistentes – Mino Alencar, Lucas Ariel e Gustavo Krebs
Mixado por Duda Mello no estúdio Rockit!
Masterizado por Carlos Freitas no estúdio Classic Master
Fotografia contracapa – Milton Montenegro
Fotografia em estúdio – Gabi Carrera, Rodrigo Torres (RJ) e Marilia Lia (SP)
Assessoria jurídica – Maria Luiza Fernandes Advogados
Projeto gráfico – Pós Imagem Design
Direção de criação – Rafael Ayres
Designer – Ana Amélia Martino

Milton Nascimento gentilmente cedido por MP,B Discos.
Mônica Salmaso gentilmente cedida por Biscoito Fino.
Convidados (nessa ordem): Edu Lobo, Milton Nascimento, Mônica Salmaso, Muiza Adnet, Paula Santoro e Yamandu Costa.

Agradecimentos
Marcelo Rodolfo, Nelson Ayres, Itamar Assiere, João Mario Linhares.

 

Orquestra de cordas:

 Regente, spalla e arregimentador Claudio Cruz

1°s Violinos

Davi Graton

Camila Tamae Yasuda Sampaio

César Augusto Miranda

Soraya Mancini Landim Fokin

Paulo César Paschoal

2ºs Violinos

Lev Veksler

Adrian Viorel Petrutiu

Gerson Nonato de Sousa

Leandro Dias

Anderson Farinelli

Violas

Horácio Schaefer

Maria Angélica Cameron

Francisco Ederson Fernandes Pereira

Vladimir Klementiev

Andres Lepage

Cellos

Wilson Barretto de Menezes Sampaio

Marialbi Trisolio

Rodrigo Andrade Silveira

Maria Luisa Cameron

Jin-Joo Doh

Contrabaixos

Alexandre Rosa

Ney Vasconcelos de Carvalho

Claudio Henrique Domingues Torezan

Marco Delestre

 

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 Mario Adnet sempre nos propõe um passeio: em seus discos, já revisitou Tom Jobim, de Luiz Eça, Baden Powell, Moacir Santos.  Seu novo trabalho, “Um olhar sobre Villa-Lobos”, tem como ponto de partida a obra do compositor que, segundo ele, musicalizou o Brasil. Passageiros sentados à janela desse trem caipira vão reencontrar Villa-Lobos, descobrir nuances despercebidas em sua obra e ouvir sua música pelos ouvidos de Adnet.

“Posso dizer, com segurança, que ele lavou a alma de várias gerações que passaram a gostar de música por sua causa. Colocou todo o Brasil para cantar: pobres, ricos, em colégios nos estádios de futebol”, diz Mario, lembrando que sua mãe estava entre os milhares de brasileiros que se apresentaram em corais para Villa-Lobos. “Mas, apesar de ser tão popular, de adorar a rua, Pixinguinha, Cartola, Donga, o compositor só teve como caminho a erudição.”

“O meu desejo foi tirar Villa-Lobos do erudito, dar cores populares à sua obra”, explica Adnet. A escolha do repertório foi intuitiva. “Escolhi pelo meu ouvido e, depois, quando percebi, tinha coberto fases de toda sua vida”.  Depois, hora se debruçar nos arranjos. ”Não mexi muito. Porque é genial. É genial! Não desconstruí. Não desmontei o que ele fez, eu adicionei.”

Algumas músicas que eram para piano ganharam orquestração. Temas com canto lírico foram transformados para o popular, como “Dança (Martelo)”, da “Bachianas Brasileiras nº 5”, gravada por Monica Salmaso.  Mario também canta no disco, assim como Paula Santoro, Muizia Adnet e Edu Lobo. Yamandu Costa participa em duas faixas.

Ao longo do trabalho, as peças de Villa-Lobos foram se transformando em pistas, ajudando Mario a percorrer os caminhos da música brasileira. “Porque Villa-Lobos é o pai da música brasileira contemporânea, influenciou gerações e gerações. “Quando você escuta a “Bachianas nº 5”, vê que tudo está lá. 'O tempo em vento', “Passarim’”, diz.

Mas, ao mesmo tempo, deu à música de Villa-Lobos inspirações de seus próprios descendentes “Em Dança (Martelo) fiz um arranjo que tem muito de Tom Jobim. ‘Improviso nº7 ‘ se transformou num choro no melhor estilo Moacir Santos. O próprio Villa-Lobos dizia que suas músicas eram cartas à posterioridade, que ele tinha escrito sem esperar resposta. Eu sou um dos que está respondendo. E também lançando ao mar, sem esperar resposta, a minha visão.”

“Lá vai o trem sem destino, pro dia novo encontrar, correndo vai pela terra, vai pela serra, vai pelo mar.”
Jô Hallack – Outubro 2012