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“Considero minhas obras como cartas que escrevi à posteridade sem esperar resposta”

Heitor Villa-Lobos

A primeira vez que vi a imagem de Heitor Villa-Lobos foi no tabuleiro de um jogo infantil, desses de dados e peões coloridos, ao lado de outros personagens da nossa história. Ficava imaginando: - “O que teria feito esse homem de tão importante para estar ao lado de D.Pedro I, Tiradentes e Duque de Caxias”? O engraçado é que na época não perguntei a ninguém e, pelo menos, dez anos se passaram até que o ‘cometa’ Villa-Lobos passasse por mim novamente. A essa altura eu era um adolescente que já gostava de uma porção de gente, de Tom Jobim a Ravel, de Baden Powell a Debussy, de Hermeto a Toninho Horta, etc, essa mistura tão maravilhosa que, como diria o próprio Villa-Lobos, só no Brasil tem. Foi então que descobri como ele tinha ligação com tudo isso e como tantos compositores se inspiraram na sua fonte inesgotável. Em 1990 comecei a ouvir mais atententamente as canções de camera, como as serestas e outras, que eram classificadas e interpretadas de uma maneira erudita, e imaginar como essas mesmas canções soariam com uma roupagem de música popular de hoje. Me dei conta de que aquele joguinho de dados da infância poderia ser perfeitamente o mapa de um tesouro… 

Mario Adnet